Friday, March 28, 2014

AMIGO DA ONÇA - Criação; Pericles


AMIGO DA ONÇA

Agradeço ao colecionador das charges do AMIGO DA ONÇA, Jose R. Rochelle de
Santa Cruz do Rio Pardo - SP, pela colaboração.


















Revista O CRUZEIRO de 27/11/1974

Imagens cedidas pelo colecionador Rochelli


GIBI AMIGO DA ONÇA Nº 1



Péricles de Andrade Maranhão - Brasil
Uma das maiores criações do cartum brasileiro - o Amigo da Onça - nasceu da cabeça de um pernambucano: Péricles de Andrade Maranhão. O personagem é, sem dúvida nenhuma, uma presença obrigatória no imaginário coletivo nacional desde a década de 40. Péricles nasceu no bairro do Espinheiro, no Recife, dia 14 de agosto de 1924, estudou no Colégio Marista e fez sua primeira charge para o Diário de Pernambuco. A charge viveu nas páginas de O Cruzeiro de 23 de outubro de 1943 a 3 de fevereiro de 1962. Depois da morte de seu criador, o Amigo da Onça foi desenhado por Carlos Estevão. Os diretores da revista O Cruzeiro queriam criar um personagem fixo e já tinham até o nome, adaptado de uma famosa anedota.

Péricles de Andrade Maranhão foi um adolescente pernambucano desenhista daquele com talento de enlouquecer qualquer professor. Jovem durante a fase auréa dos quadrinhos,por vezes imitou os traços de Dick Tracy, Agente Secreto X-9, Flash Gordon

Menor de idade, chegou ao Rio de Janeiro, com uma carta de recomendação para nada mais nada menos que Leão Gondim de Oliveira manda-chuva dos Diários Associados, então a mais poderosa rede de comunicações do país. Em sua estréia, a 6 de junho de 1942, era o funcionário mais jovem da empresa . Nove meses depois seu primeiro personagem cômico no Diário da Noite: Oliveira, o trapalhão já divertia os leitores.

No ano de 1943 O Cruzeiro baseada numa equipe jovem e de qualidade iniciava a revolução que faria nos anos seguintes se tornando a revista mais importante do Brasil. Péricles participaria com um tipo humorístico que traduzisse "a verve típica e o humor carioca", que captasse "o estado de espírito daquele que vive no Rio de Janeiro, não importa onde tenha nascido".

Rabisca pra cá, rabisca para lá, Péricles coloca o lápis para pensar e emerge uma figura que lhe parece apropriada : baixinho, cabelo penteado para trás à base de gumex, summer jacket, bigodinho safado, olhar de peixe morto. Fez tanto sucesso que as tiradas que antes ficavam na capa e contra-capa passaram a ser dentro da revista, evitando que as pessoas apenas as folheassem sem pagar.

O Amigo da Onça foi utilizado para fazer jornalismo e críticas e em muitas situações o Amigo da Onça esculhamba instituições como o casamento, exército e a hipocrisia social contida no jogo de aparências.

Fonte: Blog=Memorial pernambucano


Datas de publicação das charges abaixo:
Olá amigos que me visitam.
Talvez você seja como meu amigo Rochelli, organizado e cuidadoso. Graças a êle, estas datas abaixo estão aí para sua pesquisa ou curiosidade. Elas correspondem as piadas que estão mais abaixo.


DATA
DATA
DATA
1 03/09/1955
51

101 6/1/1962
2 1943 - 17/3/62
52 25/1/1958
102 27/1/1962
3 23/10/43 - 10/2/62
53

103
4 3/11/1962
54 6/8/1960
104 28/6/1958
5 1943 - 17/2/62
55 11/4/1959
105 22/2/1958
6 16/5/1959
56 3/11/1956
106
7 3/5/1958
57 8/7/1961
107 7/3/1959
8 6/4/1957
58 27/2/1960
108
9 14/9/1957
59

109 7/9/1957
10 27/8/1960
60 19/4/1958
110 21/2/1959
11 8/2/1958
61

111 21/11/1959
12 10/2/1951
62

112 21/3/1959
13 30/7/1960
63 25/11/1961
113 1/7/1961
14 6/9/1952
64 27/10/1956
114
15 18/1/1958
65 11/11/1961
115 20/8/1960
16 3/2/1962
66

116 16/9/1961
17 5/7/1958
67 12/5/1956
117 20/1/1962
18 1/6/1957
68

118 10/9/1960
19 30/5/1959
69 23/5/1959
119 12/7/1958
20 28/12/1957
70 29/8/1953
120 28/10/1961
21 9/5/1959
71 6/6/1959
121 31/10/1959
22

72 11/02/1956
122
23 7/12/1957
73

123 15/2/1958
24 4/11/1961
74 18/11/1961
124 23/12/1961
25

75

125 4/1/1958
26 23/8/1958
76

126 18/10/1958
27

77 26/12/1959
127 24/5/1958
28 4/4/1959
78

128 15/11/1958
29 31/1/1959
79 25/4/1959
129 24/8/1957
30 21/5/1960
80

130
31

81 13/2/1960
131 2/12/1961
32 3/10/1959
82 25/10/1958
132 9/12/1961
33 21/10/1961
83 28/3/1959
133 11/12/43-31/3/62
34

84

134 1943 -24/3/1962
35 20/9/1958
85

135 1943 - 24/2/1962
36 25/06/1960
86 29/10/1955
136
37 31/8/1957
87

137
38

88 15/3/1958
138 5/5/1956
39

89 26/11/1955
139 26/3/1960
40 15/4/1961
90 2/5/1959
140 28/2/1959
41 16/3/1957
91 17/09/1955


42

92 10/12/1955


43 1/10/1960
93 12/10/1957


44 14/11/1959
94



45 14/1/1956
95 13/9/1958


46 3/9/1960
96 22/12/1956


47 20/2/1960
97 29/8/1959


48

98 8/12/1956


49 3/12/1955
99



50

100 22/9/1956




































































































































































ayresbr@hotmail.com

Friday, June 14, 2013

CRIADOR DO PINDUCA


 Carl Anderson

CRIADOR DO PINDUCA



Pinduca
 
Eternamente calado, porém infinitamente expressivo, usa quando muito, cartazes que carrega nos quadrinhos para dizer alguma coisa. Pinduca passeia pela vida com suas mãos nos bolsos e um assovio nos lábios, adora doces, sorvetes e Henriqueta (Henrietta), não necessariamente nesta ordem. Seu divertimento predileto é andar e correr pelas calçadas das ruas, armando suas estrepulias com os passantes. Apesar de sua natureza boa, aliada ao seu bom humor, Pinduca nunca hesita em deixar os valentões da rua com o olho roxo, se estes atentarem contra sua paciência.
Pinduca pode ser calado, mas sempre faz seu ponto de vista prevalecer.

 
O Autor: Carl Anderson
Nascido em 1865, Carl Anderson teve uma longa carreira como cartunista de jornal, começou junto com o início da indústria jornalística, nos fins do século XIX. Atuou como "free-lancer" para jornais e revistas como: Judge, Life, Collier's e Saturday Eveneing Post; produziu tiras diárias de seus personagens "Raffles and Bunny" e "Filipino and the Chick" para o New York Times.
Afetado como todos os americanos pela Depressão em 1929, voltou para seu estado Winsconsin em 1932, assumindo um emprego de professor de quadrinhos em uma escola vocacional.
Certa noite, como exemplo de uma lição, desenhou um garoto careca e pançudo, ao qual deu o nome de Henry (no Brasil ficou conhecido como Pinduca). Seus alunos gostaram muito do personagem, sendo assim, Carl enviou alguns desenhos e tiras para o Saturday Evening Post. O pessoal da editoria gostou muito e em 19 de março de 1932, lançaram suas histórias semanais na revista.
Seu sucesso e reconhecimento editorial finalmente fora alcançado, aos 67 anos de idade.
Alguns artistas como, Don Trachte, John Liney, Jack Tippet e Dick Hodgins, desenharam Henry (Pinduca) depois de 1942, quando uma forte artrite impediu Carl de desenhá-lo.
Carl Anderson morreu em 1948.

O TEXTO ACIMA FOI COPIADO DO BLOG BRICABRAC.
http://www.bricabrac.com.br/fset_hqs.htm
http://www.bricabrac.com.br/main_pinduca.htm

Monday, May 13, 2013

PERCY LAU - ILUSTRADOR

 

Percy Lau




Percy Lau
Percy Lau nasceu em 1903 na cidade de Arequipa, Peru e faleceu no Rio de Janeiro em 1972. Filho de mãe alemã e pai inglês, mudou-se para o Brasil em 1921 onde se naturalizou. Aos 26 anos faz sua primeira exposição na 1a. Exposição Geral de Belas Artes de Pernambuco. Em 1932 monta atelier com Augusto Rodrigues onde faz decorações, publicidade, pintura mural, letreiros artísticos,  quadros de formatura e retratos a óleo de senhoras da sociedade Pernambucana. Expõe no São Independente de Recife e no ano seguinte no Gabinete Português de Leitura e na Casa Laubishe-Hirth. Em 1938 muda-se para o Rio de Janeiro e ganha a medalha de prata na Exposição do Salão Oficial. É contratado pelo IBGE para ilustrar a Revista Brasileira de Geografia, na seção “Tipos e Aspectos do Brasil” que iria abranger os próximos 30 anos de sua vida. Participou de várias exposições nacionais e internacionais como a Exposição Internacional de Arte Moderna de Paris em 1946, sob o patrocínio da Unesco. Também atuou como júri do Salão de Belas Artes na categoria desenho e artes gráficas, junto com Armando Viana, Ubi Bava, Athos Bulcão e Augusto Rodrigues. Produziu um grande painel para a Feira Internacional  de Nova York em 1964, para a empresa H.Stern. Em 1983 foi organizada  no Museu Nacional de Belas Artes, uma grande exposição comemorativa dos 80 anos de nascimento do artista, com uma retrospectiva de toda sua obra.
A obra de Percy Lau tem relevância nas artes plásticas do Brasil, contribuindo com uma obra pictórica para o patrimônio cultural brasileiro no diz respeito à função da arte como instrumento de preservação da memória cultural e histórico documental das atividades econômicas e culturais do Brasil no século XX. Sua obra é caracterizada pela simplicidade do traço sem contudo perder seu valor artísitico e a precisão com que retratou  através das mais variadas técnicas de desenho, bico de pena, guache e aquarela, o Brasil de todas as épocas. Sua obra nos remete diretamente ao universo mostrado por Jean Baptiste Debret já que ambos artistas eram dotados de uma profunda visão antropológica da sociedade na época em que viveram. O exercício de retratar todos os tipos de aspectos culturais do Brasil em todas as suas regiões, descrevendo com dignidade e simplicidade – sem com isso alterar o nível da apurada qualidade técnica de desenhista – nossa cultura e costumes, o folclore e as atividades econômicas desenvolvidas pelo homem do campo, fizeram da obra deixada por Percy lau, um capítulo à parte nas artes brasileiras.
Frederico Morais, em crítica publica no Jornal O Globo em 1974, resume bem a grande obra deixada por Percy Lau: “Ilustrador do IBGE durante 28 anos, seu desenho ficou marcado por este compromisso com a paisagem real do País. O lado documento portanto pesou fortemente sobre a sua criação, contudo, se esta fidelidade à paisagem brasileira, segundo um ângulo institucional impediu no artista vôos mais longos, liberdades, pode-se afirmar também que mesmo o mais rigoroso documentarista, participa do fato documentado com a sua personalidade, sensibilidade e particular visão das coisas do mundo. Percy lau foi um desenhista sensível que soube, graças também ao domínio técnico indiscutível, libertar o lápis, a pena e o pincel em momentos de efusão lírica e de envolvimento emocional ou também de usá-los para simplificar os dados da realidade visual em composições dotadas de grande síntese e espontaneidade de gesto.”
Julio Reis
Texto copiado do blog:  O PAPEL DA ARTE

Sunday, April 7, 2013

QUEM CRIOU QUEM?

QUEM CRIOU O PERSONAGEM ABAIXO?



FOI EDMUNDO RODRIGUES OU FOI 
J. CARLOS?

GIBI
Essa história é interessante. Gibi foi o primeiro personagem negro dos quadrinhos brasileiros, criado por J. Carlos como criador de Juquinha. Nos anos 30, quando a RGE criou sua revista de quadrinhos, misturando histórias gringas e nacionais, resolveu escolher o personagem como mascote e usou o nome para batizar a revista – no final, “gibi” virou sinônimo de revista em quadrinhos.


ESTA INFORMAÇÃO FOI COPIADA DO BLOG

SOMA
http://www.soma.am/noticia/alexandre-de-maio-escolhe-seus-5-personagens-de-hq-negros-favoritos


Friday, March 29, 2013

CEDRAZ - CRIADOR DA TURMA DO XAXADO


XAXADO E SUA TURMA






 Nasci em 04 de maio de 1945 na fazenda Pau Ferro, município de Miguel Calmon. Quando criancinha, meus pais foram morar numa vila chamada Itapeipú. Lembro-me bem de minha gostosa infância. Acordava, ia ajudar meu pai na labuta com o gado, voltava, ia para a escola e, após as aulas, ia me divertir naquelas brincadeiras que não existem mais. Andava a cavalo, tomava banho nas lagoas e depois apartava o gado para meu pai tirar leite na manhã seguinte. Estudava e trabalhava, não tinha esse negócio de que criança não podia trabalhar. Eu tinha minhas obrigações e responsabilidades e me divertia muito.”

Com 10 anos minha família mudou-se para Jacobina. Em Jacobina eu encontrei três coisas que me fascinaram: Cinema, revistas de histórias em quadrinhos e os livros. Eu lia tudo que chegava as minhas mãos. Como não tinha mesada, eu ganhava um dinheirinho fazendo pequenos serviços como engraxar sapatos e outros.”

No início era só eu quem fazia tudo, mas depois fui formando uma equipe e criando novos personagens. Na criação desses outros personagens tive participação dos colaboradores. Hoje no estúdio somos seis (Sidney Falcão, Vitor Souza, Tom Figueiredo, Mariel Viana e minha filhaClaudia). Como eles todos não podem assinar os desenhos, eu acho melhor usar o termo “nós” para dizer que a Turma do Xaxado não é uma criação só minha.”

Texto retirado do blog:
http://www.autoreseleitores.com/autores/entrevcedraz.phpntrevcedraz.php
Cedraz, faleceu em setembro de 2014

Saturday, January 26, 2013

O RETORNO DE SATURNINO 24 E FIM

MEUS IRMÃOS VISITANTES.
DESCULPEM OS ERROS DE PORTUGUÊS, DESCULPEM ESTE DESENHISTA QUE 
TENTOU FAZER POESIA E TENTOU CONTAR UMA ESTÓRIA FEITA SEM ROTEIRO.
LUIZ DIAS (BLOG CHUTENOSACO) ME DEU INCENTIVO E AGRADEÇO A ELE
POR TUDO.
OBRIGADO PELA VISITA.


Ayres