Friday, March 21, 2008

CHARGES DO AMIGO DA ONÇA - PERICLES DE ANDRADE MARANHÃO


AMIGO DA ONÇA

Agradeço ao colecionador das charges do AMIGO DA ONÇA, Jose R. Rochelle de
Santa Cruz do Rio Pardo - SP, pela colaboração.


















Revista O CRUZEIRO de 27/11/1974

Imagens cedidas pelo colecionador Rochelli


GIBI AMIGO DA ONÇA Nº 1



Péricles de Andrade Maranhão - Brasil
Uma das maiores criações do cartum brasileiro - o Amigo da Onça - nasceu da cabeça de um pernambucano: Péricles de Andrade Maranhão. O personagem é, sem dúvida nenhuma, uma presença obrigatória no imaginário coletivo nacional desde a década de 40. Péricles nasceu no bairro do Espinheiro, no Recife, dia 14 de agosto de 1924, estudou no Colégio Marista e fez sua primeira charge para o Diário de Pernambuco. A charge viveu nas páginas de O Cruzeiro de 23 de outubro de 1943 a 3 de fevereiro de 1962. Depois da morte de seu criador, o Amigo da Onça foi desenhado por Carlos Estevão. Os diretores da revista O Cruzeiro queriam criar um personagem fixo e já tinham até o nome, adaptado de uma famosa anedota.

Péricles de Andrade Maranhão foi um adolescente pernambucano desenhista daquele com talento de enlouquecer qualquer professor. Jovem durante a fase auréa dos quadrinhos,por vezes imitou os traços de Dick Tracy, Agente Secreto X-9, Flash Gordon

Menor de idade, chegou ao Rio de Janeiro, com uma carta de recomendação para nada mais nada menos que Leão Gondim de Oliveira manda-chuva dos Diários Associados, então a mais poderosa rede de comunicações do país. Em sua estréia, a 6 de junho de 1942, era o funcionário mais jovem da empresa . Nove meses depois seu primeiro personagem cômico no Diário da Noite: Oliveira, o trapalhão já divertia os leitores.

No ano de 1943 O Cruzeiro baseada numa equipe jovem e de qualidade iniciava a revolução que faria nos anos seguintes se tornando a revista mais importante do Brasil. Péricles participaria com um tipo humorístico que traduzisse "a verve típica e o humor carioca", que captasse "o estado de espírito daquele que vive no Rio de Janeiro, não importa onde tenha nascido".

Rabisca pra cá, rabisca para lá, Péricles coloca o lápis para pensar e emerge uma figura que lhe parece apropriada : baixinho, cabelo penteado para trás à base de gumex, summer jacket, bigodinho safado, olhar de peixe morto. Fez tanto sucesso que as tiradas que antes ficavam na capa e contra-capa passaram a ser dentro da revista, evitando que as pessoas apenas as folheassem sem pagar.

O Amigo da Onça foi utilizado para fazer jornalismo e críticas e em muitas situações o Amigo da Onça esculhamba instituições como o casamento, exército e a hipocrisia social contida no jogo de aparências.

Fonte: Blog=Memorial pernambucano


Datas de publicação das charges abaixo:
Olá amigos que me visitam.
Talvez você seja como meu amigo Rochelli, organizado e cuidadoso. Graças a êle, estas datas abaixo estão aí para sua pesquisa ou curiosidade. Elas correspondem as piadas que estão mais abaixo.


DATA
DATA
DATA
1 03/09/1955
51

101 6/1/1962
2 1943 - 17/3/62
52 25/1/1958
102 27/1/1962
3 23/10/43 - 10/2/62
53

103
4 3/11/1962
54 6/8/1960
104 28/6/1958
5 1943 - 17/2/62
55 11/4/1959
105 22/2/1958
6 16/5/1959
56 3/11/1956
106
7 3/5/1958
57 8/7/1961
107 7/3/1959
8 6/4/1957
58 27/2/1960
108
9 14/9/1957
59

109 7/9/1957
10 27/8/1960
60 19/4/1958
110 21/2/1959
11 8/2/1958
61

111 21/11/1959
12 10/2/1951
62

112 21/3/1959
13 30/7/1960
63 25/11/1961
113 1/7/1961
14 6/9/1952
64 27/10/1956
114
15 18/1/1958
65 11/11/1961
115 20/8/1960
16 3/2/1962
66

116 16/9/1961
17 5/7/1958
67 12/5/1956
117 20/1/1962
18 1/6/1957
68

118 10/9/1960
19 30/5/1959
69 23/5/1959
119 12/7/1958
20 28/12/1957
70 29/8/1953
120 28/10/1961
21 9/5/1959
71 6/6/1959
121 31/10/1959
22

72 11/02/1956
122
23 7/12/1957
73

123 15/2/1958
24 4/11/1961
74 18/11/1961
124 23/12/1961
25

75

125 4/1/1958
26 23/8/1958
76

126 18/10/1958
27

77 26/12/1959
127 24/5/1958
28 4/4/1959
78

128 15/11/1958
29 31/1/1959
79 25/4/1959
129 24/8/1957
30 21/5/1960
80

130
31

81 13/2/1960
131 2/12/1961
32 3/10/1959
82 25/10/1958
132 9/12/1961
33 21/10/1961
83 28/3/1959
133 11/12/43-31/3/62
34

84

134 1943 -24/3/1962
35 20/9/1958
85

135 1943 - 24/2/1962
36 25/06/1960
86 29/10/1955
136
37 31/8/1957
87

137
38

88 15/3/1958
138 5/5/1956
39

89 26/11/1955
139 26/3/1960
40 15/4/1961
90 2/5/1959
140 28/2/1959
41 16/3/1957
91 17/09/1955


42

92 10/12/1955


43 1/10/1960
93 12/10/1957


44 14/11/1959
94



45 14/1/1956
95 13/9/1958


46 3/9/1960
96 22/12/1956


47 20/2/1960
97 29/8/1959


48

98 8/12/1956


49 3/12/1955
99



50

100 22/9/1956




































































































































































ayresbr@hotmail.com

Wednesday, March 5, 2008

CRIADORES DO ASTERIX





Nascido em abril de 1927, Itália, Uderzo é muito novo quando vai para a França. Sua vocação para desenhar começou quando ele estava no jardim de infância, com uma ilustração muito apreciada da fábula "O Lobo, a ovelha e o cordeiro. Quando ele tinha sete anos, ele passou tempo com Guy l'Eclair* e Popeye*, devorou a primeira tiragem da revista de Mickey Mouse e começou a desenhar suas próprias estórias. Com sua primeira caixa de lápis de cor, ele pintou a grama de vermelho e os troncos de árvore de verde e descobriu que era cego para cores - isso o impediu de pintar, mas não de desenhar.
Quando ele tinha treze anos, ele foi contratado para um período de testes de dois meses pela Societé Parisian d’Edition*, onde ele trabalhou por um ano. Em seus escritórios, ele encontrou Alain Saint-Ogan e o grande Calvo, que o colocou sob sua asa e olhou sobre seus primeiros trabalhos. Esse era o começo de um sonho e o fim da escola: Uderzo era completamente auto-didata, sem, de maneira alguma, ficar orgulhoso disso. Ele então se tornou um operador de máquinas para um feitor de violinos em Menilmontant, quando ele aprendeu solda com oxiacetileno por detrás dos moinhos de vento em Pantin, enquanto sonhava à noite em ser um desenhista de animações durante o dia, porque ele tinha acabado de descobrir os primeiros filmes animados de Walt Disney.
Em 1945, em resposta a um anúncio da editora les Editions du Chêne*, que estava fazendo um concurso de histórias em quadrinhos, ele inventou Clopinard*, um velho soldado de uma perna só que dizia que sua vida longa se devia ao fato de ele ter comido grandes quantidades de pólvora - um tipo de poção mágica. Contratado como um "estepe" por um estúdio de filmes animados, ele percebeu que a linha de montagem - ele era pago por peça - não era para ele.
Em 1946, ele criou Arys Buck*, Prince Rollin* e Belloy* na nova OK Magazine*. Arys Buck é um príncipe lindo e muito forte para quem Uderzo já tinha inventado um alter-ego pequeno e feio, com um nariz grande e um elmo com asas...
Quando ele voltou do serviço militar, todos os empregos estavam preenchidos e ele terminou como um artista-repórter para France Dimanche*, onde ele ilustrou itens novos. Então France Soir* o contratou para uma série chamada O Crime não Compensa. Era 1950 e Uderzo comprou seu primeiro carro, um Simca 5, que foi seguido por um Peugeot 202 conversível, depois um Traction Avant. Um perpétuo amante de carros, ele comprou sua primeira Ferrari em 1975 e se tornou presidente do Clube Ferrari francês em 1978.
Contratado por World Press* em Bruxelas, ele conheceu Hubinon e Charlier, com os quais ele mais tarde continuou sua série Belloy que ele tinha posto de lado em 1948. Foi nos escritórios parisienses do World Press que ele ficou entediado com sua mesa de desenhos, e encontrou Goscinny: era o começo, timidamente no início, de uma amizade duradoura. Trabalhando juntos para a coluna Etiquette* de Bonne Soirees, eles mais tarde criaram Jehan Pistolet* e Luc Junior* para a Libre Junior*, o suplemento de domingo da Libre Belgium*. Em 1951, eles criaram Oumpah-pah para uma recepção de indiferença geral: o quadrinho não foi publicado até 1958 no Journal de Tintin*.
Em 1959, Uderzo e Goscinny criaram Asterix para a primeira edição de Pilote*. No primeiro esboço, Asterix é um valente guerreiro com um corpo forte mas é repentinamente transformado em um tipo de baixinho reclamão e piadista. Já Obelix, ele viu sua cintura expandir enquanto os anos se iam... Desse momento em diante, Uderzo trabalhou em um ritmo incrível de 5 páginas por semana: três para Pilote* (Tanguy* e Asterix), duas para o Journal de Tintin* (Oumpah-pah). Por causa disto, ele às vezes tinha cãibras de escritor... Mais tarde, esmagado pelo sucesso de Asterix, ele deu Tanguy* para Jije.
Em 1974, Dargaud, Goscinny e Uderzo criaram o estúdio Idéiafix, que finalmente fez o sonho do pequeno suburbano "Bebert's" se realizar: fazer filmes animados. Quando Goscinny morreu em 1977, Uderzo estava novamente só e triste na sua mesa de desenhos. Mas ele decidiu (para nossa felicidade) continuar a grande aventura de Asterix e em 1979 ele criou a companhia de edição Editions Albert Rene*. Ele escreveu e desenhou cada nova estória sozinho, levando mais ou menos três meses para a estória e os diálogos e seis meses para os desenhos.
Desde que Asterix nasceu, para as trinta histórias diferentes que venderam mais de 280 milhões de cópias pelo mundo, Uderzo fez mais de 14.000 desenhos!





Uderzo(esquerda) Goscinny (direita)

Nascido em 1926, Paris, René Goscinny começa, com 17 anos, como escritor aprendiz numa agência de publicidade na Argentina. Chegando em 1954 aos Estados Unidos, ele é empregado numa agência comercial e, em 1948, se torna cartunista num estúdio onde estão trabalhando, entre outros, Harvey Kurtzman, Will Elder and John Severin.
De volta à Europa em 1951, ele escreve e desenha para o impresso Dick Dicks*. Durante os anos 50, René Goscinny escreve um grande número de roteiros: Junior*para Uderzo de 1954 a 1957, Lucky Luke* de 1955 até sua morte para Morris em SPIROU*; a partir de 1956, em TINTIN*, ele cria ou dá continuidade a diversos heróis, como Spaghetti* para Attanasio, Strapotin* para Berck, Prudence Petitpas* para Marèchal, Modeste et Pompon* para Franquin, Oumpah-pah* para Uderzo em 1958, etc.
Ele também escreve: Lili Mannequin* para Will em 1957 no PARIS-FLIRT; Le Capitaine Bibobu*, que ele também desenha, em 1955 e 1956 no RISQUE-TOUT; Pistolin* para Hubinon entre 1955 e 1958; La Fée Aveline* para Coq no JOURS DE FRANCE em 1960. No RECORD, onde ele escreve Record et Véronique* para Will, ele lança em 1962 Iznogoud* com Tabary. Ele é também o escritor de Petit Nicolas ilustrado por Sempé.
Em 1959 com Charlier e Uderzo, Goscinny cria a HQ PILOTE*. Ele se torna o redator chefe de PILOTE* quando essa HQ começa a ser editada por Dargaud. É em conseqüência dessa HQ que, para Albert Uderzo, ele escreve Asterix, o Gaulês. Além de seu trabalho como roteirista, Goscinny teve um papel importante na evolução dos quadrinhos na Europa.
Asterix (em francês: Astérix) é uma personagem de histórias em quadrinhos criada em 1959 na França por Albert Uderzo e René Goscinny. Após o falecimento de Goscinny, Uderzo deu continuidade ao trabalho, com a colaboração de Sylvie, filha de Uderzo.
As histórias de Asterix foram traduzidas para mais de 100 idiomas, sendo populares ao redor da Europa, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, América do Sul, África e Ásia. Porém não são muito conhecidas nos Estados Unidos e Japão.
Até aos dias de hoje foram lançados 33 álbuns com o personagem, um dos quais é uma compilação de histórias curtas. Asterix também inspirou 11 adaptações para o cinema (8 animações e 3 com atores), jogos, brinquedos e um parque temático.










Monday, February 11, 2008

CRIADOR DE BETTY BOOP


Max Fleischer


Max Fleischer



Betty Boop é uma personagem de desenho animado
que apareceu nas séries de filmes Talkartoon e Betty Boop, produzidas por Max Fleischer e distribuídas por Paramount Pictures.

Max Fleischer nasceu em 1883 e faleceu em 1972.

Max Fleischer começou seus próprios estúdios de animação, chamados Fleischer Studios. junto com seus irmãos Dave e Joe Fleischer.

Betty Boop, Bimbo e Koko foram os primeiros personagens de Fleischer Studios. Seu criador Max Fleischer inventou o "método de produzir os desenhos animados de movimentação". Sua invenção para os seus desenhos foi os processos stereóticos, construídos por John Burks, no qual utilizavam-se recortes de cenários de papelão montados em uma mesa giratória, onde os desenhos são colocados.

Em 1933, os Fleischer Studios formaram contrato com o King Features Syndicate (gigante empresa de quadrinhos), para produzir os desenhos animados do Popeye, e para o lançamento de licensing de Betty Boop.

Mais tarde, em 1941, os Fleischer Studios formaram parceria com a DC Comics, para a produção de desenhos animados do Super-Homem.

Produziram os longa-metragens Senhor Inseto vai para a Cidade, e As Viagens de Guliver, e os filmetes do Popeye: Popeye Contra Sindbad o Marujo, Popeye Contra Ali Babá e os 40 Ladrões, e Popeye e sua Lâmpada Maravilhosa.

Em 1942, quando os seus fundadores Max, Dave e Joe Fleischer se aposentaram, a Paramount Pictures comprou seus Fleischer Studios, mudando seu nome para Famous Studios (criadora dos Harveytoons), tendo como proprietários os antigos animadores de Fleischer: Seymour Kneitel e Isadore Sparber.

O Famous Studios produziu desenhos até 1967, como novos episódios do Popeye e Super-Homem, os Noveltoons ( com Gasparzinho, Herman e Katnip, Huguinho, Herbert, Black Lamb, Audrey, etc. ), Luluzinha de Marge e os Puppetoons de George Pal.

Em 1960, o Famous Studios mudou seu nome para Paramount Cartoon Studios, e em 1967, fechou suas portas, quando a Paramount foi adquirida por Guf-Western.

Fonte:Wikipédia

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Ayres

ayresbr@hotmail.com

Sunday, February 3, 2008

CRIADOR DOS PRIMEIROS QUADRINHOS DO BRASIL









Angelo Agostini (Vernate, 1833Rio de Janeiro, 28 de janeiro de 1910) foi um desenhista italiano que firmou carreira no Brasil. Um dos primeiros cartunistas brasileiros, foi o mais importante artista gráfico do Segundo Reinado.
Viveu sua infância e adolescência em Paris, e em 1859, com dezesseis anos, veio para São Paulo com a sua mãe, a cantora lírica Raquel Agostini.
Em 1864 deu início à carreira de cartunista, quando fundou o Diabo Coxo, o primeiro jornal ilustrado publicado em São Paulo, e que contava com textos do poeta abolicionista Luís Gama. Este periódico, apesar de ter obtido repercussão, teve duração efêmera, sendo fechado em 1865. O artista lançou, no ano seguinte (1866) o Cabrião, cuja sede chegou a ser depredada, devido aos constantes ataques de Agostino ao clero e às elites escravocratas paulistas. Este periódico veio a falir em 1867.
O artista mudou-se para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu desenvolvendo intensa atividade em favor da abolição da escravatura, pelo que realizava diversas representações satíricas de D. Pedro II. Aqui colaborou, tanto com desenhos quanto com textos, com as publicações O Mosquito e Vida Fluminense. Nesta última, publicou, a 30 de Janeiro de 1869, Nhô-Quim, ou Impressões de uma Viagem à Corte, considerada a primeira história em quadrinhos brasileira e uma das mais antigas do mundo.
Fundou, em 1 de janeiro de 1876, a Revista Ilustrada, um marco editorial no país à época. Nela criou o personagem Zé Caipora (1883), que foi retomado em O Malho e, posteriormente, na Don Quixote. Este foi republicado, em fascículos, em 1886, o que, para alguns autores, foi a primeira revista de quadrinhos com um personagem fixo a ser lançada no Brasil.
Fonte: Wikipédia
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Ayres.
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Saturday, February 2, 2008

CRIADORES DE TEX




Gian Luigi Bonelli

Gian Luigi Bonelli (Milão, 22 de dezembro de 1908Alexandria, 12 de janeiro de 2001) foi um editor e autor italiano de arte seqüencial, conhecido como "O Pai de Tex"

Leitor voraz desde jovem, apreciando, principalmente, os romances de mestres como Jack London, Robert Louis Stevenson, Julio Verne, Emilio Salgari, entre outros.

Vagou pela Europa, com pouco dinheiro no bolso, trabalhando nos mais diversos ofícios para ganhar pão, desde cortar lenha numa fazenda até ingressar no boxe (atuando, inclusive, como treinador de lutadores profissionais). Como sua principal criação, o ranger Tex, "possuía uma percepção de valores imediata, fruto de uma cultura surgida numa juventude vivida com austeridade", como disse Decio Canzio, grande amigo de Bonelli.

Sua carreira literária começa no início dos anos 30, escrevendo histórias para o Corrieri dei Piccoli, tradicional publicação italiana, e artigos para o Giornale Illustrato dei Viaggi. Nos anos 30, Bonelli fez títulos variados para a Editora Saev, como Jumbo e Rin-tin-tin e escreveu seus primeiros roteiros, que foram desenhados por Rino Albertarelli e Walter Molina.

Roteirista e criador de dezenas de personagens, passa por várias empresas, até abrir a sua própria editora, reformulando então publicações importantes como L'Audace. O ano de 1948 marcaria para sempre a sua vida.

Por ser um grande admirador das histórias do velho oeste americano, Bonelli cria, em parceria com Aurelio Gallepini, o personagem Tex. Ao mesmo tempo, também criava "Occhio Cupo", uma revista quinzenal de formato grande, mais cara que a média dos gibis da época. No entanto, é Tex, gibi fino e pequeno, com apenas 32 páginas (uma tira por página), em um formato parecido com um "talão de cheques, que atinge o coração dos leitores italianos, projetando G. L. nacional e internacionalmente.

Continuou escrevendo roteiros para muitas outras histórias e criou outros personagens, antes e depois de Tex, como O Justiceiro do Oeste, Ipnos, O Ladrão de Bagdá, A Patrulha dos Sem-Medo, Plutos, Os Três Bil, El Kid, Lobo Kid e Ringo, só para citar alguns. Entretanto, aos poucos, Bonelli precisa se dedicar mais e mais ao personagem Tex, que exigia cada vez mais do seu tempo.

As próprias atividades editoriais são transferidas para a família: sua esposa Tea Bonelli (falecida em 2000) passa a cuidar da administração, enquanto ele prepara o filho Sergio, que em pouco tempo se torna o editor responsável por um pool de empresas que publicam alguns dos melhores quadrinhos do gênero.

G.L. Bonelli faleceu aos 92 anos devido a problemas de pulmões e de coração. A última história escrita por ele foi "Il medaglione spagnolo", publicada em fevereiro de 1991 (no Brasil TEX-323 - O Medalhão Espanhol), uma aventura iniciada por ele e terminada por outras mãos. Como ele mesmo gostava de se definir foi "um romancista emprestado aos quadrinhos e jamais devolvido".

Fonte:Wikipédia


Tex


Aurelio Galleppini

Aurelio Galleppini, ou apenas Galep, foi o desenhista que deu forma a Tex.

Nascido em Casale di Pare, em 20 de agosto de 1917, província de Grosseto, desde criança Galep gostava de desenhar e pintar e seus temas favoritos eram cavalos e filmes mudos do velho oeste.

Galep vive até os 19 anos na Sardenha e tempos depois abandona seus estudos para dedicar-se à pintura e aos quadrinhos. Um de seus primeiros trabalhos profissionais foi a realização de desenhos animados para o mercado alemão. Logo após, passa a fazer ilustrações para diversas revistas.

Fez também ilustrações para contos e capas de uma publicação infantil para o jornal Marc'Aurelio e colaborou com Modelina, um suplemento feminino do Mattino Ilustratto. Em 1938 foi requisitado pela Editora Mondadori e fez sua estréia em quadrinhos desenhando as histórias de Pino, il Mozzo e Le Perle del Mar d'Oman. Nesse período cria também quadrinizações de romances.

Em 1940 Galep passa a trabalhar com o editor Nerbini, em Florença, para a revista L'Avventuroso. Galep também passou a produzir roteiros que, em tempos de guerra, eram submetidos à censura de Roma. Foi nessa época que ele encurtou o nome para Galep e trabalhou até ser recrutado para um forte, em Cagliari.

Depois que a 2ª guerra mundial terminara, Galep dedica-se à pintura e passa a ministrar aulas em dois colégios de Cagliari, até Nerbini chamá-lo para adaptar Pinóquio e alguns episódios de Mandrake. Em junho de 1948 Galep muda-se para Milão, onde dedica-se inteiramente num novo projeto com G.L. Bonelli, então na Editora Audace.

Ambos criaram Occhio Cupo e algum tempo depois Galep desenhou o primeiro roteiro de Tex. Inicialmente, as 32 tiras semanais que compunham cada edição de Tex eram produzidas inteiramente por Galep, mas este, aos poucos, vai sendo obrigado a recorrer à ajuda de amigos como Virgílio Muzzi e Francesco Gamba, que se revezam com ele, ora fazendo os esboços, ora finalizando seu lápis.

Além desses dois, Galep passa a contar também com a colaboração de Mario Uggeri, Guido Zamperoni e Lino Jeva. E, graças a esses bravos assistentes, consegue levar a cabo, por quase 20 anos, a tarefa de produzir um episódio de 32 tiras por semana

Entretanto, depois de 1967, quando a produção aumenta radicalmente - agora são 110 páginas por mês, cada uma com três tiras, já não é possível contar apenas com amigos que colaboram nos momentos de sobrecarga, mas sim ter outros desenhistas que se revezem com ele realizando episódios inteiros.

Começa, assim, uma nova e áurea fase de Tex, com Galep ilustrando todas as capas e as principais aventuras da série. Nesta nova etapa ele realiza outras histórias, entre elas "O Homem do Texas", da série Um Homem, Uma Aventura e a quadrinização de Pinóquio e ainda As Viagens de Gulliver. Tendo sempre como personagem principal o próprio Tex, Galep seguiu produzindo até 1994, quando faleceu no dia 10 de março.

Fonte: Portal TexBR

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Ayres

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