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OLHA EU AQUI RELENDO ESTAS RELÍQUIAS DEITADO NUMA REDE.
COM 1O ANOS EU LIA 6 OU MAIS GIBIS DE UMA VEZ.
HOJE, MAL CONSIGO LER A PRIMEIRA ESTÓRIA. HAHAHAHAHA
Tuesday, January 17, 2017
19 de junho de 2015
Entrevista com Wilson Vieira: Único desenhista
brasileiro a ilustrar Diabolik, personagem com
mais de 50 anos de vida editorial.
Entrevista realizada por Eduardo Baranowski.
Wilson Vieira foi o único brasileiro a trabalhar com O Rei do Terror, ilustrando dois episódios. O primeiro episódio foi publicado em outubro de 1976, era corrente o ano XV da publicação de Diabolik, número 22 daquele ano . O segundo foi publicado no número 3 do ano XVI, nas duas publicações seus desenhos foram arte-finalizados por Brenno Fiumali e Franco Paludetti. Abaixo podemos ver as capas das edições desenhadas e a entrevista concedida por Wilson Vieira.
Ano XV – nr 22Ano XVI – nr 3
1 – Primeiramente agradeço em nome do Blog por nos conceder esta entrevista. Wilson, para iniciar nos conte sobre você, onde nasceu, quando começou a ter interesse e quando começou a trabalhar com quadrinhos?
R= Sou eu quem agradeço, caro Eduardo, a você e ao Blog mencionado, por esta entrevista. Bem, nasci em 1949 aqui mesmo em São Paulo (Capital) e desde minha adolescência sempre gostei do que chamavam na época de gibis, lia sempre: O Cavaleiro Negro, O Cavaleiro Fantasma e outros. Porém nunca pensei que fosse me tornar justamente um Desenhista/Ilustrador de HQs.
2 – Quais os autores que mais o impressionaram e lhe serviram de inspiração?
R=Bem no início eram os autores desses personagens, depois com o passar do tempo, fiquei impressionado com inúmeros desenhistas tais como Joe Kubert, Victor de la Fuente, Sergio Toppi, Dino Battaglia e muitos outros por este mundo afora. Mas o Mestre realmente que me inspirou para desenhar e Ilustrar foi Michelangelo ou Miguel Ângelo se preferir; o grande pintor, escultor, arquiteto e poeta Italiano.
3 – Quais suas experiência profissionais ao longo de sua carreira?
R= Bem, vamos lá: Na Itália de 1973 a 1980 exerci a função de desenhista e ilustrador, para editoras europeias. No Brasil de 1980 até hoje exerço a função de roteirista, ensaísta, escritor, historiador e tradutor.
4 – Como começou a ligação com a Itália e seu trabalho com o estúdio Staff di If?
R= Inicialmente fui para a Itália, somente para terminar meus estudos, acabei conhecendo felizmente o editor e responsável pelo estúdio Staff di IF, o meu também amigo Gianni Bono. Lá ele acreditou em meus traços e passei de simples amador para um profissional da arte desenhada italiana, nos sete anos que lá estive, como um de seus colaboradores.
5 – E com a Bonelli?
R= Já como profissional o Gianni solicitou-me duas pranchas de prova para o personagem Il Piccolo Ranger (O Pequeno Ranger), que foram aprovadas e acabei desenhando três episódios, para o personagem que na época era um dos líderes de venda ao lado do Tex. Fui o único desenhista brasileiro a desenhar o personagem citado.
6 – Qual o motivo de abandonar os desenhos e se dedicar aos roteiros?
R= Voltei para o Brasil em 1980, após ter colaborado com a Bonelli Editore e comecei interessar-me mais pelas vidas dos personagens, pesquisando a fundo suas histórias pessoais daí para passar dos desenhos para os roteiros foi bem rápido e sem traumas (risos). Claro que também influiu a falta de tempo para exercer as duas funções.
7 – Como foi sua experiência com Diabolik, o que achou da mesma?
R= Sensacional. Realmente gostei muito pois Diabolik é um personagem único, cujos roteiros foram enviados pelas irmãs Giussani, com as quais aprendi muito na feitura de meus próprios roteiros, pois elas eram altamente detalhistas e exigentes, o que sou também e sempre dialogando com os desenhistas em plena simbiose artística. E por serem assim exigentes, foi realmente um trabalho árduo, mas altamente compensador em termos autorais, sem contar com os ótimos arte-finalistas italianos, para a realização vencedora dos episódios. Desenhei dois números completos e sou até hoje o único desenhista brasileiro a ter esse privilégio, ilustrando esse personagem ícone dos “fumetti” (Quadrinhos) Italianos.
8– Além dos quadrinhos, o que você acompanha?
R= Gosto de ler, assistir televisão (filmes de ação e terror) e pesquisar a fundo o que pretendo escrever.
9 – Quais seus projetos atuais?
R= Continuo escrevendo argumentos e roteiros, os quais, muitos deles já foram e são publicados aqui no Brasil, Argentina, França, Itália e Portugal; desenhados por ótimos desenhistas nacionais e italianos. Já escrevi para o site Tex Willer Blog, de Portugal, em verbetes, o Alfabeto do Velho Oeste e atualmente estou escrevendo ensaios para o site Italiano Dime Web, onde estou narrando a História do Oeste e estou aguardando também de um editor brasileiro a aprovação (já estão com ele, os três primeiros) de uma série de livros; 16 no total dessa saga.
10 – Como vê o futuro da Hq nacional? E a italiana?
R= Bem, a HQB o futuro será ainda a impressa e a digital; apesar do pouco espaço para tais publicações e com tantos ótimos roteiristas e desenhistas nacionais, infelizmente. A HQ Italiana está trilhando o mesmo caminho; só que lá existem centenas de editoras dispostas a suprir as solicitações dos leitores. Obrigado caro Eduardo e o espaço cedido do Blog, para esse gostoso, bate papo.
-Agradeço novamente a você, Wilson Vieira, por nos brindar com esta entrevista.
Entrevista realizada por Eduardo Baranowski.
Sunday, December 27, 2015
NOVO BLOG. http://quadridisney.blogspot.com.br/ VOCE PODE BAIXAR PATO DONALD DO NUMERO UM EM DIANTE..
Tuesday, September 29, 2015
ComicsTV https://www.youtube.com/watch?v=42_vOLV5-WI NOTICIAS SOBRE QUADRINHOS.
Pinduca
Eternamente calado, porém infinitamente expressivo, usa quando muito, cartazes que carrega nos quadrinhos para dizer alguma coisa. Pinduca passeia pela vida com suas mãos nos bolsos e um assovio nos lábios, adora doces, sorvetes e Henriqueta (Henrietta), não necessariamente nesta ordem. Seu divertimento predileto é andar e correr pelas calçadas das ruas, armando suas estrepulias com os passantes. Apesar de sua natureza boa, aliada ao seu bom humor, Pinduca nunca hesita em deixar os valentões da rua com o olho roxo, se estes atentarem contra sua paciência.
Pinduca pode ser calado, mas sempre faz seu ponto de vista prevalecer.
O Autor: Carl Anderson
Nascido em 1865, Carl Anderson teve uma longa carreira como cartunista de jornal, começou junto com o início da indústria jornalística, nos fins do século XIX. Atuou como "free-lancer" para jornais e revistas como: Judge, Life, Collier's e Saturday Eveneing Post; produziu tiras diárias de seus personagens "Raffles and Bunny" e "Filipino and the Chick" para o New York Times.
Afetado como todos os americanos pela Depressão em 1929, voltou para seu estado Winsconsin em 1932, assumindo um emprego de professor de quadrinhos em uma escola vocacional.
Certa noite, como exemplo de uma lição, desenhou um garoto careca e pançudo, ao qual deu o nome de Henry (no Brasil ficou conhecido como Pinduca). Seus alunos gostaram muito do personagem, sendo assim, Carl enviou alguns desenhos e tiras para o Saturday Evening Post. O pessoal da editoria gostou muito e em 19 de março de 1932, lançaram suas histórias semanais na revista.
Seu sucesso e reconhecimento editorial finalmente fora alcançado, aos 67 anos de idade.
Alguns artistas como, Don Trachte, John Liney, Jack Tippet e Dick Hodgins, desenharam Henry (Pinduca) depois de 1942, quando uma forte artrite impediu Carl de desenhá-lo.
Carl Anderson morreu em 1948.
Percy Lau nasceu em 1903 na cidade de Arequipa, Peru e faleceu no Rio
de Janeiro em 1972. Filho de mãe alemã e pai inglês, mudou-se para o
Brasil em 1921 onde se naturalizou. Aos 26 anos faz sua primeira
exposição na 1a. Exposição Geral de Belas Artes de Pernambuco. Em 1932
monta atelier com Augusto Rodrigues onde faz decorações, publicidade,
pintura mural, letreiros artísticos, quadros de formatura e retratos a
óleo de senhoras da sociedade Pernambucana. Expõe no São Independente de
Recife e no ano seguinte no Gabinete Português de Leitura e na Casa
Laubishe-Hirth. Em 1938 muda-se para o Rio de Janeiro e ganha a medalha
de prata na Exposição do Salão Oficial. É contratado pelo IBGE para
ilustrar a Revista Brasileira de Geografia, na seção “Tipos e Aspectos
do Brasil” que iria abranger os próximos 30 anos de sua vida. Participou
de várias exposições nacionais e internacionais como a Exposição
Internacional de Arte Moderna de Paris em 1946, sob o patrocínio da
Unesco. Também atuou como júri do Salão de Belas Artes na categoria
desenho e artes gráficas, junto com Armando Viana, Ubi Bava, Athos
Bulcão e Augusto Rodrigues. Produziu um grande painel para a Feira
Internacional de Nova York em 1964, para a empresa H.Stern. Em 1983 foi
organizada no Museu Nacional de Belas Artes, uma grande exposição
comemorativa dos 80 anos de nascimento do artista, com uma retrospectiva
de toda sua obra.
A obra de Percy Lau tem relevância nas artes plásticas do Brasil,
contribuindo com uma obra pictórica para o patrimônio cultural
brasileiro no diz respeito à função da arte como instrumento de
preservação da memória cultural e histórico documental das atividades
econômicas e culturais do Brasil no século XX. Sua obra é caracterizada
pela simplicidade do traço sem contudo perder seu valor artísitico e a
precisão com que retratou através das mais variadas técnicas de
desenho, bico de pena, guache e aquarela, o Brasil de todas as épocas.
Sua obra nos remete diretamente ao universo mostrado por Jean Baptiste
Debret já que ambos artistas eram dotados de uma profunda visão
antropológica da sociedade na época em que viveram. O exercício de
retratar todos os tipos de aspectos culturais do Brasil em todas as suas
regiões, descrevendo com dignidade e simplicidade – sem com isso
alterar o nível da apurada qualidade técnica de desenhista – nossa
cultura e costumes, o folclore e as atividades econômicas desenvolvidas
pelo homem do campo, fizeram da obra deixada por Percy lau, um capítulo à
parte nas artes brasileiras.
Frederico Morais, em crítica publica no Jornal O Globo em 1974,
resume bem a grande obra deixada por Percy Lau: “Ilustrador do IBGE
durante 28 anos, seu desenho ficou marcado por este compromisso com a
paisagem real do País. O lado documento portanto pesou fortemente sobre a
sua criação, contudo, se esta fidelidade à paisagem brasileira, segundo
um ângulo institucional impediu no artista vôos mais longos,
liberdades, pode-se afirmar também que mesmo o mais rigoroso
documentarista, participa do fato documentado com a sua personalidade,
sensibilidade e particular visão das coisas do mundo. Percy lau foi um
desenhista sensível que soube, graças também ao domínio técnico
indiscutível, libertar o lápis, a pena e o pincel em momentos de efusão
lírica e de envolvimento emocional ou também de usá-los para simplificar
os dados da realidade visual em composições dotadas de grande síntese e
espontaneidade de gesto.”
Essa história é interessante. Gibi foi o primeiro personagem negro dos quadrinhos brasileiros, criado por J. Carlos como criador de Juquinha. Nos anos 30, quando a RGE criou sua revista de quadrinhos, misturando histórias gringas e nacionais, resolveu escolher o personagem como mascote e usou o nome para batizar a revista – no final, “gibi” virou sinônimo de revista em quadrinhos.
“Nasci
em 04 de maio de 1945 na fazenda Pau
Ferro,
município de Miguel
Calmon.
Quando criancinha, meus pais foram morar numa vila chamada Itapeipú.
Lembro-me bem de minha gostosa infância. Acordava, ia ajudar meu pai
na labuta com o gado, voltava, ia para a escola e, após as aulas, ia
me divertir naquelas brincadeiras que não existem mais. Andava a
cavalo, tomava banho nas lagoas e depois apartava o gado para meu pai
tirar leite na manhã seguinte. Estudava e trabalhava, não tinha
esse negócio de que criança não podia trabalhar. Eu tinha minhas
obrigações e responsabilidades e me divertia muito.”
“Com
10 anos minha família mudou-se para Jacobina.
Em Jacobina eu
encontrei três coisas que me fascinaram: Cinema, revistas de
histórias em quadrinhos e os livros. Eu lia tudo que chegava as
minhas mãos. Como não tinha mesada, eu ganhava um dinheirinho
fazendo pequenos serviços como engraxar sapatos e outros.”
“No
início era só eu quem fazia tudo, mas depois fui formando uma
equipe e criando novos personagens. Na criação desses outros
personagens tive participação dos colaboradores. Hoje no estúdio
somos seis (Sidney
Falcão, Vitor Souza, Tom Figueiredo, Mariel Viana e
minha filhaClaudia).
Como eles todos não podem assinar os desenhos, eu acho melhor usar o
termo “nós”
para dizer que a Turma
do Xaxado não
é uma criação só minha.”
Texto retirado do blog:
http://www.autoreseleitores.com/autores/entrevcedraz.phpntrevcedraz.php
Cedraz, faleceu em setembro de 2014